Sobre todas as ajudas que busquei por aí

Temos um grupo aqui no Rio Grande do Sul chamado Lightchê, somos várias meninas que viramos amigas por causa dos blogs de emagrecimento, se não me engano, existimos há uns 6 ou 7 anos.

Ali tenho amigonas MESMO. Somos uma irmandade que teve seus altos e baixos, suas tretas e hoje estamos "domadas" hehehe...

Bom, a gente já esteve na fase das "loka da dieta disso", da dieta daquilo, etc. Mas hoje em dia, a gente teve uma queda de ficha coletiva, ainda nos preocupamos em trocar dicas sobre dietas e tudo flui na melhor harminia possivel (temos quem siga a linha paleo, vegana, indecisa, "bicho e planta"), todo mundo diferente, porém unido.

Mas muito mais que dicas de dieta, a gente troca figurinhas sobre nosso emocional, psicologico, aliás, foi por conta delas que comecei a ler MUITO sobre tudo um pouco, livros de auto ajuda, técnicas e por incentivo delas também comecei a fazer terapia.

Elas me incentivaram, me apoiaram e só tenho agradecimentos por elas terem salvo minha vida, de verdade.

Já li diversos livros de auto ajuda, como esses aí (ainda vou escrever sobre todos eles individualmente):
- emagreça comendo
- mulheres francesas não contam calorias (ou não engrodam, algo assim)
- mulheres, comida e deus
- cristina cairo e afins
- perdas e ganhos, Lya luft.

Desses livros aí acima, muita coisa boa eu tirei e levei comigo, mas eu ainda precisava de algo que me desse o norte.

Claro, não foi logo depois, mas tive um ano bem dificil, problemas na família do meu marido que, querendo ou não, acabei me envolvendo e sofrendo junto.

A Sibele, uma das meninas desse grupo, mo mostrou alguma coisa sobre a Ligia fabreti (procure por ela, ela tem material muito bom mesmo!). Já me ajudou um pouco, digamos que foi um passo para começar a pensar em procurar ajuda.

O que era apenas uma coisinha que incomodava, acabou se tornando sério, comecei a chorar só de lembrar que precisava preparar algo para comer, chorava só de pensar que tinha que separar minha roupa para ir trabalhar.Aí pensei a respeito, falei com as gurias e decidi fazer terapia, eu provavelmente estava com depressão.

Bom, o que chamou a atençao na minha terapeuta era que ela tratava o pessoal com hipnose e mantinha grupos que estudavam o livro "pense magro". Achei que essa ia me entender. Fui diagnosticada com transtorno misto de ansiedade e depressão.

Ela se utiliza da terapia cognitivo comportamental, ela te transforma em teu próprio terapeuta e te cura mais rápido do que terapias comuns. Ela também me mandou pesquisar sobre mindfulness e sobre a vida de buda.

Mindfulness é valorizar o momento presente, estar presente aqui e agora, nas mais diversas situações, seja meditando, escovando os dentes, caminhando ou cozinhando. Pode ser praticado a qualquer hora e lugar. Aí, tudo começou a mudar. A contemplação, ver as coisas com olhar menos serero e mais generoso foi fundamental para mim. Olhar para mim mesma com um olhar menos severo já fez uma grande diferença.

Eu ainda tenho momentos de crise, pois a vida está sempre provando a gente, mas como se diz no budismo, só temos essas certezas:
-> que vamos morrer
-> que vamos envelhecer
-> e que tudo é transitório

Ou seja, o sofrimento de hoje um dia vai passar, vai nos ensinar, e não adianta catastrofizar.

Aí, procurei outras literaturas, que recomendo fortemente (todas são sobre mindfulness)
-diário mindfulness
-livro de colorir mindfulness
-a arte de comer, sentar e amar

Todos eles são livros muito, mas muito fáceis de ler, capitulos pequenos, mas todos falam de um jeito tão carinhoso com a gente que acabamos nos rendendo hehehehe... é incrivel, sério!

Hoje em dia temos tantas ferramentas para conseguir ajuda, só não se ajuda quem não quer mesmo viu? Mexer nas feridas não é fácil, nada fácil. Se expor (mesmo que seja para si mesmo) nos traz aquele medo de sermos julgados (mesmo que seja por nós mesmos), medo de estarmos errados e fazendo merda, mas a vida é aprendizado.

Talvez eu esteja batendo na mesma tecla e sendo repetitiva, mas agora sinto interesse em voltar ao blog, escrever... Mas não sobre dieta em si, mas sobre todas as coisa que descubro nesse processo de busca por mim mesma.

Escrevi tanta coisa hoje, talvez pareça desconexa, mas tá bem bom vir aqui e falar umas coisinhas hehehe....

Ainda vou escrever bastante sobre os livros e tudo mais por aqui.

Volto em breve!

beijos!

Mindfulness

Agradeço aos deuses por descobrir esse estilo de vida ainda antes dos 30 anos. Mindfulness não é mindfull, que seria mente cheia, mas significa "atenção plena".

Estar aqui e agora, prestar atenção ao que está fazendo, sentindo. Existem infinitas técnicas de mindfulness, por exemplo:

-> Ao comer, preste atenção ao que come, perceba a sensação na boca, o sabor, a aparência, esteja presente na sua refeição.

-> Ao caminhar, tente perceber o pé pisando, o relevo do chão, os sons ao seu redor (entrei em estado de hipnose fazendo isso algumas vezes, mas não é ficar tipo sem sentidos ou desmaiadanão, viu?).

-> Quando conversar com alguém, esteja plenamente com ela, preste atenção na pessoa, não mexa no celular, não fique pensando em outras coisas, esteja disponível.

-> Ao escovar os dentes, preste atenção na sensação da escova na gengiva, nas sensações.

É dificil? Talvez. A nossa mente tem a tendência a se dispersar e isso é normal, bem normal. Aí quando isso acontecer, sem julgamentos, sem se achar fraco ou incapacitado, você gentilmente volta a atenção ao momento e para aquilo que você estava fazendo.

Olhar o mundo com olhos curiosos de criança é bem mindfulness também!

Ficamos na busca por felicidade quando podemos tentar encontrar ela dentro de nós mesmos. Nessa vidas, temos apenas o presente, nada mais, nem a menos. Queremos tanto conquistar, mas esquecemos do presente, daquilo que podemos desfrutar agora.

Valorize mais o seu momento, vale muito a pena!!

Beijão!!!!

A facilidade de se desapegar

Eu ando mais interessada em falar sobre o que ando refletindo do que sobre dieta em si.

Fazer dieta é muito fácil, sério. O problema é lidar com os pensamentos e com nossos problemas psicológicos.

Quando estou bem, a dieta flui muito bem, sigo tudo o que a nutri diz. Quando estou mais atacada, nada dá certo.

Ando meio carente de atenção, de alguém para me escutar, estava travada nesse sentido porque nas últimas vezes que tentei falar sobre o que sentia, quem deveria me ouvir foi grosso(a) e fiquei pior do que estava. Aí resolvi fazer terapia, pagar alguém para me escutar e me ajudar a resolver os problemas.

Mas confesso que o medo e a falta de segurança em falar sobre o que deveria ser dito para as pessoas do meu convívio tem me deixado um pouco desanimada.

Mas, essa é a jornada. Mudou a música? Mudamos o passo.

As coisas que me ignoram e as que precisam ser ignoradas estão tendo seu tratamento devido. E estou ficando de boa com isso, consigo ignorar e ficar bem. Entendo que ninguém tem tempo de ficar me ouvindo e ouvindo meus problemas. Não receber aquele apoio que esperamos é ruim, mas todo mundo tem problemas a serem enfrentados e isso entendo.

Muitas vezes percebo que ninguém aguenta uma pessoa que fala sempre dos problemas, ou ela só fala contigo quando tem alegria para falar. Resolvi entender que ninguém tem saco mesmo e é melhor eu mesma me tratar com aquela pessoa que tô pagando para isso e comigo mesma. Né?

Mas, claro, tenho duas amigas que se eu precisar, elas saem correndo para me ajudar e sou grata daqui até as galáxias por isso.

Eu tento vir aqui falar de dieta, mas não vejo isso como algo muito interessante de falar. Prefiro falar dos outros insights.

Era isso, volto em breve.

Beijão para vocês!

Sobre escrever

Escrever me ajuda a colocar as idéias no lugar.

Como estou saindo da valeta que a depressão me botou, estou vendo coisas diferentes para fazer, ou coisas que parei de fazer e que poderia voltar a fazer.

Aí me peguei em ansiedade, daquelas ansiedades que te falta o ar. Parei tudo.

Respira.

Sou meio obcessiva nas coisas que quero fazer, criar, acompanhar. Tenho tendencias viciosas hehehe. Tenho compulsão por essas coisas, quando quero algo, eu me atiro de cabeça e a vida quase paraliza por conta disso. É assim com compulsão por compras, quero ter todos livros, todos os lenços de quadril, todas as velas, todos os incensos. É doença, por isso procurei ajuda.

Agora estou mais sábia nos meus gastos e estou encaixando coisas que deixei de lado no meu orçamento com sabedoria.

Esse ano coloquei na cabeça que vou parar de ficar devendo, sempre devendo. Era aquele lance, parecia que a fatura do cartão ia diminuir dai a Sammy PÁAA! Ia lá e gastava a "sobra".

Parece que consegui ver que tem muita coisa que é legal sim, mas não preciso ter. Isso tudo culpa da ansiedade, depressão. Quando estava de mal com a vida, ia lá e inventava coisa para comprar, comer... e nisso ia me afundando em todos os sentidos. Onde ia o dinheiro? Aí que está, não sei... Só ia comprando as coisas, porque achava que precisava, porque achava bonito, ou por sei lá o que.

Passei por uma época onde me senti carente, muito carente de atenção por conta dos problemas que tivemos na familia, aí amaciava a alma com compras, comida... era o que tinha. Ou achava que era o que tinha.

Hoje consigo pegar algo da prateleira, olhar e pensar: será mesmo que preciso levar isso? Ou numa loja online, olho, olho mais um pouco... até boto no carrinho e penso: será? Desisto. Penso que com o preço disso + aquilo, pago a mensalidade da aula de dança ventre que estou adiando ou compro uma calça que tanto preciso (inclusive, uma delas rasgou de tão velha).

Poucas vezes caí na minha própria armadilha nesse sentido nos últimos tempos.

Por que estou escrevendo tudo isso? Sei lá, estava ficando meio ansiosa e resolvi escrever sobre isso. Hahahahaa.

Porque precisava entender meus pensamentos. E às vezes dividir pode ajudar alguém, né não?

Tento visitar todo mundo, quando tenho algo bom para acrescentar eu escrevo um recado, se não, não levem a mal, estou sempre por aí, mas nem sempre me manisfesto hehehe

Bjão!