Fernão capelo gaivota e o emagrecimento




Se você não leu Fernão Capelo Gaivota, não sabe o que está perdendo! Para alguns pode parecer um livro bobo, mas é uma fábula muito bem bolada sobre a vida, liberdade e sobre acreditar nos sonhos.

Em resumo, o livro conta sobre a vida de uma gaivota que quer voar por prazer, não apenas para comer.

Quer ler o livro? AQUI tem o PDF!

O trecho que quero usar aqui é esse, para se localizarem, em resumo: Fernão deixa o bando dele  e comanda um grupo de gaivotas que tem o mesmo sonho que ele, que é voar não apenas por comida, mas por prazer, pela liberdade. Por conta desse sonho, ele ganha muitos adeptos! E o trecho abaixo é sobre um deles...

Na noite seguinte foi Virgilio Gaivota quem deixou o bando. Aproximou-se cambaleante, arrastando a asa esquerda pela areia, e caiu aos pés de Fernão.
— Ajude-me — pediu-lhe baixinho, com a voz daqueles que estão morrendo. — Mais do que tudo no mundo eu quero voar...
— Nesse caso, venha — disse Fernão. — Eleve-se comigo e comecemos.
— Você não compreende... A minha asa. Não consigo mexê-la.
— Virgilio Gaivota, você tem liberdade de ser você mesmo, de ser o seu próprio eu, aqui e agora, e não há nada que possa interpor-se no seu caminho. Essa é a lei da Grande Gaivota, a lei que É.
— Você quer dizer que eu posso voar?
— Eu quero dizer que você é livre.
Tão simples e rapidamente como fora dito, Virgilio Gaivota abriu as asas, sem esforço, e rasgou o ar negro da noite. A cento e cinqüenta metros de altura, gritou o mais alto que pôde e o seu grito arrancou o bando do sono que o entorpecia.
— Eu posso voar! Ouçam! EU POSSO VOAR!
Quando o sol surgiu no horizonte, havia quase mil pássaros em volta do círculo de alunos, olhando curiosamente para Virgilio. Pouco lhes importava serem vistos ou não, e escutavam, tentando compreender, Fernão Gaivota.
Falou de coisas muito simples — que as gaivotas têm o direito de voar, que a liberdade é própria da sua natureza, que todo aquele que se oponha a essa liberdade deve ser posto de parte, quer a oposição seja motivada por ritual, superstição ou limitação sob qualquer forma.
— Pôr de parte? — gritou uma voz entre a multidão. — Mesmo se for a lei do bando?
— Só a lei que conduz à liberdade é verdadeira — disse Fernão. — Não há outra.
— Como você pode esperar que voemos como você? — interrompeu outra voz. — Você é especial, dotado e divino, muito acima dos outros pássaros.
— Olhem para Francisco! Teseu! Rolando! São também especiais, dotados e divinos? Não mais do que vocês, não mais do que eu. A única diferença, a única, de fato, é que eles começaram a compreender o que são realmente e decidiram pôr em prática esse conhecimento.


Por que resolvi vir com esse post?

Muitas vezes recebo emails e comentários que dizem coisas mais ou menos nesse sentido:

"Ah, mas eu não consigo", "Ah, eu queria ser como você, ter essa força, essa coragem", "Ah, eu tento mas sempre desisto, queria sua persistencia".

Não sou divina, não tenho super poderes, nada disso. Mas consegui emagrecer. Por quê?

Porque entendi que isso era uma escolha minha, eu sou livre para escolher o caminho que quero tomar, e isso vale para qualquer coisa na vida.

Eu poderia escolher ser gorda, comer o que queria, continuar com as dores nas costas, nos joelhos, essas coisas sabe? Mas claro, continuaria comendo tudo o que  eu queria e na hora que quisesse.

Ou poderia escolher comer coisas saudáveis, contrariar a genética e prevenir que as doenças que talvez eu vá herdar apareçam ou demorem mais para vir... Poderia escolher ir numa loja e escolher a roupa que quiser, aquela que eu achei a mais linda, e não a que serviu.

"Ficar no bando" é cômodo, é fácil, as regras estão alí, tudo está pronto e estamos acostumados a estar ali, naquele sistema. Lá até temos o conforto de seguir o padrão, que eu chamaria de "alguém dá um espirro, tem que comemorar com comida, é normal comer muito e um prato bom é aquele que vem cheio", aquele grupo que a comida é boa e que todo dia e toda hora é hora.

As pessoas estranham quando saímos do bando, querem nos trazer de volta ("só um pedacinho" é familiar para você?)... mas ninguém pode te forçar a voltar para esse bando, pois a escolha é sua.

És livre para escolher o que quer ser, para onde deseja, ir. Todas as escolhas que tomamos nos fazem renunciar de alguma coisa, quer isso seja bom ou ruim para a gente.

Libertem-se... e se possível, leiam esse livro. Façam vocês mesmas o milagre dentro de vocês...

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Ando numa vibe meio ruim essa semana, não fui semana passada no VP e estou toda estronchada na dieta. Mas espero ir hoje lá, conseguir um pouco de força para retomar a dieta, só com a dona Helô eu consigo...





Bjuuuuuus!

4 comentários:

  1. Amei a metáfora! A pergunta que fica: Eu já me libertei do bando. E vocês?

    beijo!

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  2. essa semana por aki ta a zica.. oooooo nhaca desgraçada.. desanimo total.. indecisão.. descontentamento.. sei la.. bjokas lindona e melhoras.. vai firme lindeza ke dá certo

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  3. Comentei sobre isso hoje... Nós conseguimos pq fizemos diferente, pq sofremos, pq reclamamos, mas não desistimos... Não somos especiais, só fizemos diferente!
    Beijão!

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  4. Muito bom este trecho e realmente tem tudo a ver com o que passamos! Serve como estímulo até! Beijosss

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Fiquem à vontade!