A vida tem sempre seus pepinos

Essa semana fiz minha mudança de quarto. Peguei o maior quarto da casa, é uma longa história sobre porque estávamos em um menor, enfim.

Agora tenho espaço para fazer yoga, exercícios... ainda não consegui fazer nada, porque tenho várias sacolas espalhadas de roupas para doar que só vou levar ao destino amanhã e algumas tralhas que ainda não achei lugar para enfiar. Mas nesse findi, eu termino! Juro juradinho.

A única coisa nada perfeita da função toda foi adaptar a gatinha que dorme com a gente no quarto a se adaptar ao novo local. Ela ficou estressada, comia pouco, estava bem ruinzinha. Comprei vitaminas, comprei spray para animar o bicho e agora ela declarou encerrada a greve de fome. Ela, inclusive, ia no quarto antigo, vomitava e voltava pro quarto novo. Bem cabeça dura, puxou a dona kkkk

Enfim, agora sinto a vida renovada, animada (apesar que, assim como a gata, estou me adaptando ao novo quarto também). Posso dançar dentro do quarto, tenho espaço para penteadeira e ainda por cima poderei colocar um banquinho próximo da penteadeira e ficar alí, me penteando, sentada me olhando, que sonho!!!!!

Sobre dietas, para variar, sigo nada, obrigada. Ela que me siga. Muá.

Ando me passando da cota, comendo mais do que eu preciso. Preciso voltar a comer por saciedade e não para me entupir. Mas acho que tem muito a ver com um vídeo que vi da Ana de Césaro (do projeto Ana Gostosa) no Youtube, o qual assisti porque ouvi falar dele no blog cottage regressiva.

E como doeu ouvir tudo aquilo, me identificar...

A gente muitas vezes se sente uma fraude quando fala que fez tal coisa certa na dieta ou que fez tal coisa e mostra orgulhosa para todo mundo que você cumpriu o dever na dieta, mas que quando chega o momento que você está exausta, cansada e nada a fim e come o que dá na telha você acaba se sentindo um fracasso.

Ora, ora... somos humanos, erramos, acertamos, erramos, aprendemos, acertamos... Não vamos nos cobrar tanto assim.

A gente não desistiu de nada não, apenas erramos e... e daí?

Sensação estranha

Tenho passado por muitos probleminhas, de todos os tipos, que acaba por me deixar nervosa, estressada e algumas vezes com uma dor no peito chata pra caramba.

Como tenho estado em constante busca de algo que cure minha falta de atenção e me ajude a lidar com o estresse, vejo em muitos momentos  que fico nessa tensão, mas logo passa, eu penso em outra coisa.

Tem muito problema que me tira o sono, me deixa ansiosa sobre o que pode acontecer, mas de alguma forma, isso passa. Eu insisto em fazer isso passar, no caso a agonia.

Talvez o segredo seja a gente sair da nossa bolha de realidade, observar como uma terceira pessoa lá fora dessa bolha e ao mesmo tempo olhar para dentro de si e ver que tipo de emoção isso provoca, por que ela é provocada e até onde vai a verdade nessas emoções. Emoções não são a razão toda,  e não podemos "servir chá" para as más emoções, entender porque acontece e trabalhar isso para lidar melhor.

Não adianta a gente reprimir, porque aí estamos reprimindo e não estamos aprendendo a lidar com a situação.

Sobre as verdades

O budismo tem algumas verdades para te esfregar na casa, em resumo:

-> A vida é sofrimento, sim. Se livrar dele depende de como você olha as coisas
-> Tudo muda. Sim, tudo é transitório, a cada segundo, as coisas mudam.
-> VOCÊ TAMBÉM MUDA. Sim, você muda, acorda cada dia diferente, células morrem, outras nascem... Mudamos de emprego, mas o nome continua o mesmo, trocamos de marido/esposa/namorado(a) e continuamos com o mesmo nome... Somos os mesmos, mas estamos em movimento, mudando.

Passei algum tempo considerável lutando contra o excesso de peso e isso foi encarado por mim, de certa forma, como um padrão que eu deveria seguir, pois era o destino e acabou.

Sinto a necessidade de "desobedecer" meus padrões.

Sinto que não preciso ficar lutando tanto.

Já comentei que não me sinto tão mal assim comigo mesma. Eu estou gentil comigo mesma, claro, há dias dá vontade de nascer de novo para ver se muda alguma coisa. Mas passa.

Mas o fato é que não precisamos se apegar em quem somos, poxa, mudamos o tempo todo. A gente quer tanto se encontrar, mas quando achamos que nos encontramos, já mudamos de novo e ficamos sofrendo inutilmente. Se mudou a música, troca o passo.

Eu ficava frustrada porque aquilo que eu tinha interesse ontem, hoje não tenho mais. "Nossa, não consigo terminar nada, nossa não consigo ficar constantemente com algo", mas se mudei, para quê forçar isso? Não quero mais e acabou.

Às vezes ficamos achando que somos fracos porque não conseguimos atingir o objetivo, mas se ele mudou ou perdeu importância... para que se martirizar por isso?

Sobre essa questão do peso, emagrecer e toda essa função: eu não me sinto mais doida por isso, não me sinto tão focada, não me acho mais confortável em aulas de aeróbico insanas. Talvez eu devesse fazer aeróbicos sim, mas tô mais animada em fazer elíptico em casa escutando algum áudio de algum mestre budista (ou não) do que ficar nessa loucurada. Talvez a vibração mudou mesmo.

Quero emagrecer pelo fato de ter um peso um pouco mais saudável. Sim, existe gordinha saudável, mas o que me assusta de fato são toooodas as doenças hereditárias que eu posso desenvolver se não me cuidar, tireóide desregulada, reumatismo, artrites, artroses e muita coisa que nem lembro o nome. Minha avó morreu com 50 e vários. Meu pai, com 60. E ambos cheios dessas doenças ai. Não quero tempo de vida, quero qualidade de vida enquanto estiver aqui. Por isso, quero fazer o que meu espirito se agrada.

E hoje, me agrado com a Yoga.

Parece um exercício besta, mas é puxado ao mesmo tempo que é relaxante!

Volto logo!

Beijão!!

A vibe do momento

Não consigo mais fazer atividade física de grande impacto e muito esforço. Ponto.

Sei lá, sabe quando tu chega num ponto que tá de saco cheio disso? De ficar suando feito condenada na academia e etc?

Lá vem o mundo condenar a dona Sammy.

Ahhhhh mas para emagrecer precisa queimar... Mas ando me sentindo meio idiota nessa atividades, sabe? Sinto que é para mim não...

Ando gostando mais de Yoga, pilates, atividades mais concentradas. cara, se você acha que yoga ou pilates não é puxado, experimenta e depois me conta :)

Achei até uma escola de yoga na cidade, vou experimentar, ver se rola. Mas ando fazendo em casa, usando o aplicativo "yoga monkey". É bem bacana. Tem um canal no YouTube chamado "Exercício em casa" com uma playlist de exercícios de yoga, 20 minutinhos :)

Minha terapeuta mandou eu ver atividades mais aeróbicas para intercalar com yoga, mas sabe quando tu te sente pouco seduzida? Pois é... prefiro voltar a dançar.

Não consigo pensar em dieta, restrição. Me sinto tão limitada dessa forma... Tá meio difícil aceitar.

Mas a segunda tarefa da terapeuta me animei mais em executar: encontrar receitas diferentes para fazer no jantar durante a semana. No final de semana, fiz bolinhos de banana com farinha de arroz, ficou beeeem gostoso e estou comendo de lanche. Como é prazeroso comer algo que a gente mesma fez, preparou, sabe? Aquilo que botamos carinho em cima.

Será que essa minha aversão a dietas e loucuras para emagrecer seja sintoma de uma nova fase?

Preciso sim emagrecer, estou acima do peso, mas sabe que não tenho mais pressa, eu estou amando quem eu sou... Eu não consigo me ver como alguém que precise tanto assim mudar, me olho no espelho e me vejo tão bem e acabo me questionando se preciso tanto assim emagrecer. Mas botei na cabeça que preciso emagrecer sim, por saúde mesmo, para cuidar do meu templo.

Talvez eu esteja alcançando a iluminação, nesse sentido.

Ah! Nessa vibe, já emagreci 400grs em uma semana e meia :)

Beijão!